domingo, 23 de maio de 2010

O fim é sinônimo de recomeço ?!




Existem milhares de dúvidas sobre o universo e eu não sei sequer a diferença entre a coca cola e a Pepsi. A única certeza que tenho é que a minha arte é o meu medo. Eu tenho medo de me perder entre uma oração e outra. Entre um coração e outro. Tenho medo de virar um passado remoto, na vida de alguém, o que é pior na minha própria vida. Todo amor encontra sempre a solidão. Aos poucos vou me acostumado o ciclo natural das coisas: início, meio e fim. E tudo sempre termina do mesmo jeito, acabando. Eu tento. Juro! Mas é difícil me acostumar com a lógica dos sentidos. É difícil ter que começar algo, sabendo que um dia irá acabar. Por isso que antes do fim eu me dissolvo por completo. Só que de tantos fins, a minha alma aos poucos perde a cor. E ela, só e exclusivamente ela me sobra ao final. Uma alma descolorida e incerta. Como uma moça que ao fim de uma festa, depois de uma enorme decepção, carrega os sapatos nas mãos, a maquiagem borrada e os olhos inchados de tanto chorar e mesmo assim tem que decidir em alguns minutos qual o caminho seguir. É injusto, mas é inevitável. A vida segue, ela tem que seguir. Você não pode parar. Você pode seguir adiante carregando o passado nas costas, o que vai tornar a caminha mais lenta e cansativa. Pode também abandoná-lo de vez, o que a torna mais rápida, mas vazia. De qualquer modo, o importante é seguir adiante. Particularmente falando, eu tenho pressa de chegar, a qualquer lugar. Qualquer lugar que me traga a alegria, que me devolva a paz e o recomeço do dia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário