O tempo passa mesmo, basta ver quanto tempo de existência já tem este blog, relendo os posts eu posso ver como tem certas características que não mudam facilmente, não importa o quanto o tempo passe, mas em compensação nas outras todas que não são essas “cláusulas pétreas” (essa é especialmente pro pessoal do direito), mudam bruscamente.
Tenho certeza que a maioria das pessoas que estão lendo já pensaram, e não raras vezes, como puderam ter feito tal e tal coisa, ou como puderam pensar assim ou assado, não sei bem onde eu quero chegar com isso, mas eu fico pensando o que fica de nós afinal? Onde nos reconhecemos em nós mesmos?
Tá certo que muito do que a gente muda é pra melhor, a gente abre a mente ao longo dos anos, devo dizer que particularmente devo isso em boa parte aos meus amigos e aos bancos escolares, perde preconceitos, ganha muitos conceitos, e passa a querer mais de tudo.
Mas acho que o que absolutamente é um divisor de águas são as coisas que a gente vive, que nos ensinam “sim, isso da certo” ou “não, assim eu me ferro”. Parece que pra aprender a gente é eternamente criança, tem que por a mão no fogo pra ter a certeza de que queima.
E o que fica afinal dessa “criança”? Essas características a princípio imutáveis jamais mudarão? Quero dizer, é isso que fica de nós mesmo, que nos identifica, que nos faz reconhecer a nós mesmos, e aos outros nos reconhecer, e gostar ou desgostar de nós? O que é o "isso"?
Hoje eu tenho mais perguntas do que respostas, não que tenha achado que tinha respostas absolutas pra qualquer coisa que fosse, muito embora algum dia tenha pensado assim... mudanças, sempre mudanças... Evoluções? Melhoria? Quem sabe?
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